Vinola com as mãos sobre o elivro - sempre as mãos, nunca os olhos. Ina acha que ela não sabe ler; Michæl confirma com a própria.
Vinola: "Ler é a mesma coisa, só que demorada."
Michæl: "As letrinhas na sua frente é diferente."
Michæl convoca Ina:
"Por favor, fala pra ela..."
Ina encolhe os ombros.
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8.3.03
20.9.02
30
A iluminação de Michæl o tornou um chato. Ele decifrava códigos pela forma. Sem saber o idioma. Batia os olhos e reconhecia os temas. Ele via auras. Ele abria um elivro aleatoriamente, respirava fundo e enunciava:
- Menos preposições.
E fechava. Um dia, escreveu a um autor que lhe pedia conselho:
“Não dá pra escrever algo sem o ingrediente secreto e esperar que as pessoas não notem. Elas notam. Elas te dão uma chance, pois sabem que às vezes se precisa da divisa, mas você não pode esquecer da coisa uma segunda vez, é imperdoável. Nesse caso, comece a fazer contatos.”
- Menos preposições.
E fechava. Um dia, escreveu a um autor que lhe pedia conselho:
“Não dá pra escrever algo sem o ingrediente secreto e esperar que as pessoas não notem. Elas notam. Elas te dão uma chance, pois sabem que às vezes se precisa da divisa, mas você não pode esquecer da coisa uma segunda vez, é imperdoável. Nesse caso, comece a fazer contatos.”
10.9.02
31
Michæl lia um nouveau roman ambientado em Alfa de Centauro quando chegou um original não-solicitado. Chegavam sempre, mas este era de Oona Nani. Oona Nani estava mandando livros para ele. Oona Nani era importante.
She sells shells. Michæl sofreu um choque anafilático assim que leu o título. Foi encontrado no chão, tremendo.
Quando pôde falar, pediu para deletarem aquel’elivro das vistas dele. Precisava se recompor. Uau.
Isabel: Presepeiro.
Ina: Vai te catar.
She sells shells. Michæl sofreu um choque anafilático assim que leu o título. Foi encontrado no chão, tremendo.
Quando pôde falar, pediu para deletarem aquel’elivro das vistas dele. Precisava se recompor. Uau.
Isabel: Presepeiro.
Ina: Vai te catar.
10.1.01
46. Liquidador da Sociedade
Eu vim para fazer vocês escreverem muito, muitíssimo, e não necessariamente sobre mim. No princípio era o quê? O Verbo. Fi-los falarem o quê? Línguas. E mandei todos espalharem o quê? A Palavra. Os monges copiam por mim. Na invenção da imprensa, não se esqueçam, o livro era sobre mim. Alguns séculos depois, vem um, digitaliza tudo e todos passam a escrever para o inimigo. Que ótimo. Tudo se espalha e nada se concentra; e, pior, ninguém escreve nada que preste.
Mas não temais; voltei para liquidar com isso. Aliás, me chamem Liquidator. Bebam o copodágua e livrai-vos deste fardo. Desta faca de dois gumes. Venham comigo. Tenho algo maior. Bebam o copodágua.
Mas não temais; voltei para liquidar com isso. Aliás, me chamem Liquidator. Bebam o copodágua e livrai-vos deste fardo. Desta faca de dois gumes. Venham comigo. Tenho algo maior. Bebam o copodágua.
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